Prezada Irmã,
(cuidado com o stress)
Não há como negar que este fato é revoltante, principalmente pra você que passou pela maratona junto com EC. Mas algumas regras só nos incomodam quando o "calo" aperta. Ser contra as tais cotas, atualmente, passa uma idéia de ser contra a universalização do ensino superior; de ser contra as "oportunidades desiguais para os desiguais". Com isto não faço coro contra ou a favor das cotas, até porque acho que há aspectos positivos e negativos em tais normas. Porém estamos diante de um caso do tão mal-falado "jeitinho brasileiro", que não é de exclusiva utilização de nós brasileiros.
Nenhuma norma é totalmente boa ou totalmente ruim, ou ainda, totalmente justa ou totalmente injusta; mas a forma como ela se concretiza pode levar a enormes injustiças e/ou discrepâncias.
Nós, pobres mortais, temos magníficas boas idéias, mas nossos próprios pares – e por vezes nós mesmos – desvirtuamos estas idéias.
Exemplifico: acredito que o “bolsa-família” é uma excelente forma de distribuição de riquezas, mas o problema está na forma de utilização. A criação do “cartão corporativo” foi uma excelente forma de controlar os gastos e em certas ocasiões aperfeiçoar (custo x benefício) os gastos do dia-dia. No estado até três anos atrás, para abastecermos o carro oficial ou trocar o óleo ou comprar uma palheta do vidro ou balancear o carro, precisávamos pedir uma guia e por vezes um motorista era que fazia isto (somente um motorista poderia fazer). Então foi colocado em utilização o “ticket-car”, que trouxe diversos benefícios, nós mesmos passamos a fazer estas pequenas manutenções. O custo caiu, o Estado economizou (podemos abastecer num posto mais barato), o carro não fica mais parado aguardando ser levado à oficina, não precisa daquele motorista pra levar o carro, etc... Porém o que pode ocorrer? A má utilização. Alguns casos de mau uso do cartão podem ter sido detectados. Mas o problema não está no cartão, ou na sua existência. Esta na pessoa, na personalidade. Talvez incluindo aí a sensação de falta de punição – por vezes acho que pior do que a falta de justiça, somente a sensação desta falta de justiça. A sensação de injustiça se espalha, e pouco a pouco vai contaminando tudo. Está aí o grande perigo!
Mais um exemplo: quando alguém fura um sinal comete uma infração, caso não seja multado ocorrerá uma falta de justiça. Mas muitas vezes há um fato determinante para aquela pessoa cometer tal ato – eu mesmo não paro em sinal durante as “altas-horas” quer esteja verde, amarelo ou vermelho. Mas por um ato isolado assim, não se cria uma sensação de impunidade. Concorda? Porém quando passo todos os dias lá na frente do Tribunal de Justiça e vejo dezenas de carros estacionados rente ao meio-fio amarelo... Putz!!! Aí é pau!!! Nas “ventas” do Poder que deve promover a “igualdade entre os iguais”. Será que não seria muito mais inteligente permitir o estacionamento? Até porque quando uma norma é freqüentemente e insistentemente desobedecida é porque algo de errado há.
Mas já falei de mais, parece que hoje estou inspirado!
Não deixe de defender suas idéias, divulgue mesmo esta informação. Só com provocações e discussões podemos mudar o estado inercial das leis.
Só mais uma: quando proibiram o estacionamento, pela primeira vez, na frente do Shopping Plaza fiz a maior confusão. Escrevi pros jornais, escrevi pra Helvécio, etc. Agora proibiram de novo, aliás, fizeram pior: praticamente privatizaram o lado direito – proibido parar e estacionar. Coincidência ou não, este espaço é utilizado para a entrega dos carros aos manobristas e, diga-se de passagem, serviço este utilizado por uma restrita camada da população.
Por fim, agora é fim mesmo, uma pergunta para reflexão e posterior debate. O que choca mais, ou o que mais a sociedade rejeita, ou o que é mais feito vista grossa, ou o que mais causa sentimento de impunidade: 1) um empresário freqüentador das colunas sociais que não paga tributos e obrigações sociais; 2) um “avião” (pequeno traficante); 3) um filho que não paga pensão alimentícia ao pai; 4) um estuprador; 5) um estudante que falsifica uma carteira de estudante; 6) um deputado que tenta coagir a fiscalização realizada em um financiador de campanha. Possivelmente cada um dos seis elementos acima serão “heróis” em determinadas estratificações sociais.
Ufa!!!
Cansei!!!
Beijos!!!!
EM
(cuidado com o stress)
Não há como negar que este fato é revoltante, principalmente pra você que passou pela maratona junto com EC. Mas algumas regras só nos incomodam quando o "calo" aperta. Ser contra as tais cotas, atualmente, passa uma idéia de ser contra a universalização do ensino superior; de ser contra as "oportunidades desiguais para os desiguais". Com isto não faço coro contra ou a favor das cotas, até porque acho que há aspectos positivos e negativos em tais normas. Porém estamos diante de um caso do tão mal-falado "jeitinho brasileiro", que não é de exclusiva utilização de nós brasileiros.
Nenhuma norma é totalmente boa ou totalmente ruim, ou ainda, totalmente justa ou totalmente injusta; mas a forma como ela se concretiza pode levar a enormes injustiças e/ou discrepâncias.
Nós, pobres mortais, temos magníficas boas idéias, mas nossos próprios pares – e por vezes nós mesmos – desvirtuamos estas idéias.
Exemplifico: acredito que o “bolsa-família” é uma excelente forma de distribuição de riquezas, mas o problema está na forma de utilização. A criação do “cartão corporativo” foi uma excelente forma de controlar os gastos e em certas ocasiões aperfeiçoar (custo x benefício) os gastos do dia-dia. No estado até três anos atrás, para abastecermos o carro oficial ou trocar o óleo ou comprar uma palheta do vidro ou balancear o carro, precisávamos pedir uma guia e por vezes um motorista era que fazia isto (somente um motorista poderia fazer). Então foi colocado em utilização o “ticket-car”, que trouxe diversos benefícios, nós mesmos passamos a fazer estas pequenas manutenções. O custo caiu, o Estado economizou (podemos abastecer num posto mais barato), o carro não fica mais parado aguardando ser levado à oficina, não precisa daquele motorista pra levar o carro, etc... Porém o que pode ocorrer? A má utilização. Alguns casos de mau uso do cartão podem ter sido detectados. Mas o problema não está no cartão, ou na sua existência. Esta na pessoa, na personalidade. Talvez incluindo aí a sensação de falta de punição – por vezes acho que pior do que a falta de justiça, somente a sensação desta falta de justiça. A sensação de injustiça se espalha, e pouco a pouco vai contaminando tudo. Está aí o grande perigo!
Mais um exemplo: quando alguém fura um sinal comete uma infração, caso não seja multado ocorrerá uma falta de justiça. Mas muitas vezes há um fato determinante para aquela pessoa cometer tal ato – eu mesmo não paro em sinal durante as “altas-horas” quer esteja verde, amarelo ou vermelho. Mas por um ato isolado assim, não se cria uma sensação de impunidade. Concorda? Porém quando passo todos os dias lá na frente do Tribunal de Justiça e vejo dezenas de carros estacionados rente ao meio-fio amarelo... Putz!!! Aí é pau!!! Nas “ventas” do Poder que deve promover a “igualdade entre os iguais”. Será que não seria muito mais inteligente permitir o estacionamento? Até porque quando uma norma é freqüentemente e insistentemente desobedecida é porque algo de errado há.
Mas já falei de mais, parece que hoje estou inspirado!
Não deixe de defender suas idéias, divulgue mesmo esta informação. Só com provocações e discussões podemos mudar o estado inercial das leis.
Só mais uma: quando proibiram o estacionamento, pela primeira vez, na frente do Shopping Plaza fiz a maior confusão. Escrevi pros jornais, escrevi pra Helvécio, etc. Agora proibiram de novo, aliás, fizeram pior: praticamente privatizaram o lado direito – proibido parar e estacionar. Coincidência ou não, este espaço é utilizado para a entrega dos carros aos manobristas e, diga-se de passagem, serviço este utilizado por uma restrita camada da população.
Por fim, agora é fim mesmo, uma pergunta para reflexão e posterior debate. O que choca mais, ou o que mais a sociedade rejeita, ou o que é mais feito vista grossa, ou o que mais causa sentimento de impunidade: 1) um empresário freqüentador das colunas sociais que não paga tributos e obrigações sociais; 2) um “avião” (pequeno traficante); 3) um filho que não paga pensão alimentícia ao pai; 4) um estuprador; 5) um estudante que falsifica uma carteira de estudante; 6) um deputado que tenta coagir a fiscalização realizada em um financiador de campanha. Possivelmente cada um dos seis elementos acima serão “heróis” em determinadas estratificações sociais.
Ufa!!!
Cansei!!!
Beijos!!!!
EM


Nenhum comentário:
Postar um comentário